Encontrei na minha casa um livro. Estava esquecido, meio empoeirado na prateleira. Não sabia que tinha esse livro ou pelo menos nunca havia notado ele. Enfim, achei.
Mas não achei hoje. Deve ter pelo menos um vês que vi sua capa vermelha entre as pretas, brancas e marrons que preenchem todas as três prateleiras do quarto.
Já tinha ouvido falar no título dele, graças a uma peça exibida não tem muito tempo, com a Fernanda Torres. Mas, quando achei o livro, estava lendo outra peça literária, certamente bem menos produtiva e inspiradora. Comecei a lê-lo somente hoje. Já nem sei mais porque esperei tanto.
A capa vermelha já remete a ela. O mesmo acontece com os desenhos eróticos indianos. A palavra que dá título a esse textículo (sem trocadilhos) está impressa na capa, em letras brilhantes e garrafais, atrás do título.
A Casa dos Budas Ditosos.
Francamente, não sabia o que "ditoso" significava até pesquisar. Parece que tem a ver com alegre, feliz. Felizardo.
De qualquer maneira, fiquei feliz por ter encontrado esse livro. Me fez pensar.
O livro fala basicamente sobre luxúria. Não terminei ainda. Fiquei tão fascinada que parar para escrever sobre ele foi meu primeiro instinto, depois do segundo capítulo, apenas.
O livro não fala sobre luxúria somente. Ele fala sobre a aceitação da luxúria. Sobre a necessidade dela, sobre a possibilidade.
O livro escreve sobre um assunto tão simples, tão complexo. O sexo é sujo, é feio. Lindo.
Gostar de sexo não é errado. Aproveitar o sexo também não.
Errado é não admitir que gosta de sexo. É ter vergonha disso.
Já cometi alguns atos lascívos que, até dez minutos atrás, me arrependia amargamente. Como pude ser capaz de fazer isso? O que ele deve pensar de mim hoje?
Que importa pra alguém o que aconteceu no passado? O que interessa é como me senti no momento. Foi bom? Eu fui demais. Nem tanto? Ele não soube fazer direito.

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